Síndrome do Pânico – A sensação de morte iminente

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Imaginem Rodrigo*. Ele tem uma vida normal. Estuda e trabalha na bolsa de valores de São Paulo. Um dia estava na academia, levantando pesos, e sentiu uma enorme vontade de sair correndo. Seu coração estava disparado e sentia falta de ar, uma angústia enorme e um medo de algo que nem ele mesmo sabia dizer o que era. Ficou desesperado, pois imaginou que iria ter um ataque cardíaco. Correu para o hospital e nada foi encontrado nos exames. Em poucos minutos, Rodrigo estava bem de novo, sem entender o que havia acontecido. (* Nome Fictício )


Relatos assim não são incomuns para Psicólogos e Psiquiatras. Definida como Síndrome do Pânico, tornou-se bem conhecida na década de 90. Passou a ser estudada em todos os seus aspectos e tornou-se possível entender seu funcionamento e formas efetivas de tratamento medicamentoso e psicoterápico.

O Transtorno do Pânico é diferente de outras formas de transtorno de ansiedade existentes, os sintomas são uma preparação biológica para fugir de uma ameaça iminente. Sabe-se que a Síndrome do Pânico é uma ativação dos sistemas de defesa do organismo, aparentemente sem nenhuma causa. Entretanto, ela tem, e são de fundo biopsicossocial; mas, muitas vezes, a pessoa não consegue entende-la.
A síndrome do Pânico se caracteriza por:
· Contração / tensão muscular, rijeza
· Palpitações / taquicardia (o coração dispara)
· Tontura, atordoamento, náusea
· Dificuldade de respirar ou respiração muito rapida ( Hiperventilação )
· Calafrios ou ondas de calor, sudorese
· Confusão, pensamento rápido
· Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso
· Medo de morrer
· Vertigens ou sensação de debilidade
· Terror – sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento
· Sensação de “estar sonhando” ou distorções de percepção da realidade
Existem diversos subtipos de Síndrome do Pânico. Em algumas pessoas, aparece de forma “pura”; ou seja, sem outros sintomas. Mas existem pessoas que apresentam Síndrome do Pânico com Agorafobia (medo mórbido de lugares públicos ou situações em que seria difícil fugir se acontecer um ataque de Pânico). Pessoas com Síndrome do Pânico e Agorafobia são aquelas que se trancam e casa. Este é o subtipo mais comum da doença.
O tratamento da Síndrome do Pânico sempre é realizado em conjunto, pelo Psicólogo e Psiquiatra. Ele envolve medicação, que atua diretamente nos processos biológicos de ansiedade em nosso cérebro. Porém, a medicação sozinha não é eficiente, sendo a Psicoterapia, necessária para que o cliente aprenda a controlar suas crises e enfrentar seus medos.
Diversos estudos mostram que a junção do tratamento Psicológico e Psiquiátrico é mais eficiente do que qualquer um dos dois isolados. Por isso, é necessário que estes profissionais da saúde unam esforços, visando melhorar a qualidade de vida de seu cliente.
As Psicoterapias Comportamentais e Cognitivo-Comportamentais são as mais eficientes e são as mais indicadas para o tratamento de transtornos de ansiedade como a Síndrome do Pânico.
Atenção :
Caso conheçam alguém que possua sintomas da Síndrome do Pânico, é muito importante orientar esta pessoa para que ela procure um Psicólogo ou Psiquiatra qualificados para que seja realizada uma avaliação adequada e, caso o diagnóstico seja confirmado, iniciar o tratamento o mais rápido possível.
Síndrome do Pânico é uma doença; não é loucura, não é falta de vergonha, como foi pregado no passado. Hoje sabemos que é uma doença que causa intenso sofrimento e que deve ser tratada o mais rápido possível para que a pessoa recupere sua alegria de viver sem estar sempre ansiosa e com medo de que as crises voltem.
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Psicólogo especialista em Análise do Comportamento pela Universidade de São Paulo / HU-USP. Pesquisador do Centro para o Autismo e Inclusão Social da Universidade de São Paulo IP-USP. Psicólogo estagiário do Programa de Pós Graduação Stricto Sensu (nivel mestrado) do Instituto de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo / IP-USP. Monitor da Prof. Dra. Martha Hubner no curso de especialização em Terapia Comportamental da Universidade de São Paulo / HU-USP. Psicólogo do Programa de Orientação ao Aluno da Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP. Professor convidado do curso de Fundamentos da Terapia Comportamental Clinica do InPA-EAD, ministrando as disciplinas " Análise Funcional do comportamento e Conceitos Básicos da Análise do Comportamento".
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Victor Hugo
9 anos atrás

Acho interessante essa visão biológica unida à psicológica para definir uma disfunção do organismo e como isso afeta o comportamento.

byClaudioCHS
8 anos atrás

Medo…Vontade de dar um grito,ou calar-se para sempreDe ficar parado, ou correrDe não ter existidoou deixar de existir (morrer)Não há razão quando a mente não funciona(redundante, não?)Vão extinguindo-se as questõesmesmo sem respostasPerde-se, neste estágio,a vontade de saber.O futuro é como o presente:É coisa nenhuma, é lugar nenhum.Morreu a curiosidadeMorreu o saborMorreu o paladarparece que a vida está vencidaTenho medo de não ter mais medo.Queria encontrar minhas convicções…Deus está em um lugar firme, inabalável,não pode ser tocado pela nossa falta de confiançaAté porque, na verdade, confio neleO problema é que já não confio em mim mesmoNão existe equilíbrio para mentes sem… Read more »

Jocelino
Jocelino
3 anos atrás
Reply to  byClaudioCHS

A síndrome do pânico é um fenômeno que ocorre juntamente com o aumento do consumo de ansiolíticos. As pressões do dia a dia fazem o indivíduo procurar um medicamento para livrá-lo da tensão ou, mesmo, para dormir uma boa noite de sono. O medicamento ansiolítico, por sua vez, é que vai desencadear a síndrome de pânico. Eu afirmo isso porque observei o que aconteceu comigo. Em 2014, eu estava sofrendo pressões, então sintomas de ansiedade surgiram. Fiz todos os exames e doenças físicas foram descartadas. O médico, enfim, me diagnosticou com ansiedade. Ele prescreveu alprazolam para mim. Pronto. Minha vida… Read more »