Alerta aos pais: o perigo do mimo

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    Todos os pais querem o melhor para seus filhos, porém nem sempre sabem como fazer isso. Muitos mimam os pequenos conscientemente, pois acreditam que isso só trará ganhos à criança/adolescente. Outros têm esse mesmo comportamento sem refletir a respeito de seus atos, desconhecem as consequências que poderão acorrer futuramente. Repletos de boas intenções, muitos consideram que fazer de tudo por eles e para eles é uma prova de amor. Preparam sua alimentação, suas roupas, arrumam seus quartos; os levam para o médico, dentista, natação, inglês, judô, ballet, entre outras tantas atividades, sem se preocupar em lhes ensinar como é que se faz tudo isso.
    Acostumados com a comodidade de estarem sempre acompanhados por seus pais, as crianças acabam por não desenvolver repertório comportamental. Quando atingem uma idade mais avançada, acham que não são capazes de realizar, muitas vezes, tarefas simples como: ligar para um médico, ir a uma consulta sozinho, ao shopping, chegar a uma festa desacompanhado, etc. Além disso, muitas vezes, não fazem uma boa avaliação de si mesmos: sentem-se inseguros, acham que não são tão bons assim e que não vão ser reforçados pelos seus comportamentos.
    De fato, doar grande parte do tempo a esses seres tão amados é sim uma prova de amor, porém, toda essa prova não vai assegurar que essas crianças e adolescentes vão ser adultos autoconfiantes e seguros de seus comportamentos. Pelo contrário. É necessário ficar atento e ensiná-los a realizarem tarefas que já são capazes, e reforçá-los por isso, fazendo com que se sintam seguros e confiantes.
    Pode-se concluir, portanto, que quanto mais essas crianças estiverem expostas às novas contingências e quanto mais se comportarem, mais chances terão de receber reforço positivo, produzindo um amplo repertório comportamental, garantindo um bom desenvolvimento na auto estima e na auto confiança. Mãos à obra. Dê-lhes asas para voar.
    Flávia Taiar Simionatto
    Psicóloga Clínica
    CRP: 06/109479

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