Abelhas treinadas detectam câncer através do poder do olfato

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Unindo pesquisa inovadora por uma empresa inglesa especializada em insetos, mais medicina e design e parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, Susana Soares criou uma peça de vidro capaz de detectar determinados tipos de câncer em estágio inicial e doenças nos seres humanos como a tuberculose e a diabetes.
O The Bees Project é um teste feito pelo objeto criado por Susana Soares que consta em captar a respiração e o hálito do paciente e diagnosticar doenças dependendo da reação das abelhas.  O dispositivo de vidro serve de receptor para partículas de cheiro que o olfato humano é incapaz de detectar.
O processo é simples: o paciente assopra no compartimento menor do bulbo e as abelhas treinadas, que estão na parte maior, apresentam um comportamento reflexivo de acordo com o diagnóstico avaliado por seu supersentido olfativo. Se o odor que possui biomarcadores* das doenças for detectados, as abelhas locomovem-se para o compartimento menor onde o paciente expirou o ar.
Susana-Soares-Project-Bees
Conhecidas por seu olfato extremamente aguçado, 100 vezes mais poderoso que o nosso, as produtoras de mel do mundo, tem o dom de reconhecer certos cheiros associados às enfermidades.  Com o método Pavlov – reflexo condicionado – as abelhas são treinadas em apenas dez minutos, tornando-se aptas, a diagnosticarem as doenças.
O condicionamento dos insetos é feito com a ajuda de pacientes com câncer que tem os biomarcadores no hálito: eles respiram no bulbo de vidro e, em seguida, elas são alimentadas com açúcar. Esta atividade repetida, além de mostrar que as abelhas são muito precisas com o diagnóstico precoce, torna estes pequeninos animaizinhos capazes de ajudarem os seres humanos doentes a terem a oportunidade de se cuidarem no estágio mais leve das doenças.
*Biomarcadoressão entidades que podem ser medidas experimentalmente e indicam a ocorrência de uma determinada função hormonal ou patológica de um organismo ou uma resposta a um agente farmacológico. Os biomarcadores podem ser usados na prática clínica para o diagnóstico ou para identificar riscos de ocorrência de uma doença. Podem ainda ser utilizados para estratificar doentes e identificar a gravidade ou progressão de uma determinada doença, prever um prognóstico ou monitorizar um determinado tratamento para que seja menos provável que alguns efeitos secundários ocorram. A utilização dos biomarcadores tem permitido a individualização de alguns tratamentos e tem permitido o desenvolvimento da medicina personalizada. 


Fonte: Roche

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