Autismo: Estratégias para aumentar a autonomia nas Atividades de Vida Diária (AVDs)

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    Dando continuidade ao ensino de novas habilidades para crianças com autismo, vamos falar hoje sobre o treino de uma categoria de comportamentos fundamental para a qualidade de vida da criança autista e de seus familiares: o treino da autonomia nas atividades de vida diária (AVDs). Chamamos de AVDs as atividades rotineiras, ou seja, que são realizadas diariamente com funções de auto-cuidado e higiene pessoal. São elas: lavar as mãos; escovar os dentes; usar o banheiro; alimentar-se; tomar banho; vestir-se; utilização de eletrodomésticos; etc.
    As crianças diagnosticadas dentro do espectro do autismo apresentam muita dificuldade na aprendizagem das atividades de vida diária, ficando dependentes de um adulto por mais tempo do que uma criança com desenvolvimento típico. Esta dificuldade se dá devido às deficiências na área da linguagem e das habilidades sociais. Ou seja, uma criança que não aprendeu a habilidade social de imitar não inicia as atividades rotineiras espontaneamente, imitando os adultos, como as crianças com desenvolvimento típico fazem com tanta naturalidade. Da mesma forma, uma criança que não desenvolveu a linguagem receptiva (compreender o que os outros dizem) não segue as instruções verbais dadas pelos adultos na execução das atividades rotineiras.
    Na última semana tive a alegre oportunidade de passar alguns dias com as filhas gêmeas de uma amiga. Seguindo o caminho de seu desenvolvimento típico as meninas estão quase completando os 2 anos de idade. A minha prática diária com crianças com atraso no desenvolvimento, para as quais tudo é difícil e tem que ser muito planejado, fez com que cada minuto com estas meninas fosse uma grande surpresa para mim. Enquanto eu me arrumava para um jantar de trabalho, penteando o cabelo ou pintando os olhos na frente do espelho, sempre tinha uma das duas ao meu lado, com sua escova de cabelo fazendo igual. Então, era só eu esquecer o batom sobre a penteadeira para a pequenina pegá-lo e se dirigir ao mesmo espelho onde eu acabara de me maquiar e começar a fazer os mesmos movimentos que ela acabara de assistir atentamente.
    Como eu ainda não tenho filhos, minha convivência com crianças se resume a, basicamente, crianças com algum atraso no desenvolvimento. Assim, estes dias com as filhas de minha amiga foram marcantes, pois eu vivi mais de perto a simplicidade, a naturalidade e a fluidez do aprendizado no desenvolvimento típico. Não é preciso esforço algum para uma criança com desenvolvimento típico aprender a escovar os dentes ou pentear seu cabelo, a imitação faz todo este serviço praticamente sozinha. O que a imitação não ensina, as instruções verbais do adulto corrigem rapidamente, e estas instruções não precisam ser pensadas, planejadas e quebradas em partes menores, as instruções podem ser incrivelmente naturais. Afinal, as crianças com desenvolvimento típico desenvolvem todas as habilidades verbais e sociais necessárias para compreenderem o que vêem e o que ouvem e, principalmente, estas crianças desenvolvem um interesse tão grande pelos outros indivíduos que torna altamente reforçador fazer igual a eles, parecer-se com eles, estar perto deles e fazer o que eles pedem.
    É pela ausência destas habilidades sociais e verbais e pela ausência desta motivação natural por imitar e seguir a instrução de outras pessoas, que o ensino de atividades de vida diária a crianças com autismo é tão difícil e merece estratégias cuidadosas e planejadas.
    As atividades de vida diária, bem como outras atividades complexas (isto é, compostas por mais de uma resposta), consistem em uma cadeia de respostas. Segundo Catânia (1999):
    “Quando quebramos uma sequência de comportamentos em seus componentes, podemos começar a tratar a sequência como uma sucessão de operantes diferentes, cada um definido pela consequência reforçadora de produzir uma oportunidade de emitir o próximo, até que a sequência seja terminada por um reforçador. Esse tipo de sequência é denominado uma cadeia de respostas. (…) Qualquer segmento da sequência serve à dupla função de reforçar a última resposta e de produzir as condições que ocasionam a resposta seguinte.” (pg. 142).
    Ou seja, uma cadeia de respostas ocorre quando uma variável antecedente inicial (estímulos do ambiente) evoca uma primeira resposta que produz uma consequência reforçadora que, por sua vez, além de fortalecer a resposta que a produziu, também funciona como estímulo antecedente que evoca a segunda resposta. Esta segunda resposta, então, produz uma consequência reforçadora que a fortalece e, também, evoca (como estímulo antecedente discriminativo) a terceira resposta, e assim por diante.
    Vamos a um exemplo prático: o comportamento de lavar as mãos consiste em uma cadeia de respostas, já que o estímulo antecedente “mãos sujas” evoca a resposta de ir até o banheiro, o que produz como consequência a visão da torneira. Esta consequência evoca a resposta de abrir a torneira, que produz a consequência “água”, que por sua vez evoca a resposta de molhar as mãos. As mãos molhadas são o estímulo discriminativo para pegar o sabonete. O sabonete nas mãos é o estímulo discriminativo para ensaboar as mãos, o que produz como consequência as mãos com espuma, que é a estimulação antecedente que evoca a resposta de enxaguar as mãos. Com as mãos molhadas temos o estímulo antecedente que deve evocar a resposta de enxugar as mãos. Vejamos este exemplo na tabela abaixo. As consequências de uma resposta são também o estímulo antecedente para a próxima resposta.
    ESTÍMULO ANTECEDENTE
    RESPOSTA
    CONSEQUÊNCIA
    MÃOS SUJAS
    IR ATÉ O BANHEIRO
    VISÃO DA TORNEIRA
    VISÃO DA TORNEIRA
    ABRIR A TORNEIRA
    ÁGUA
    ÁGUA
    MOLHAR AS MÃOS
    MÃOS MOLHADAS
    MÃOS MOLHADAS
    PEGAR O SABONETE
    SABONETE NAS MÃOS
    SABONETE NAS MÃOS
    ENSABOAR AS MÃOS
    MÃOS COM ESPUMA
    MÃOS COM ESPUMA
    ENXAGUAR MÃOS
    MÃOS MOLHADAS
    MÃOS MOLHADAS
    ENXUGAR AS MÃOS
    MÃOS LIMPAS E SECAS
    Ainda segundo Catânia (1999):
    “Algumas sequências de comportamento podem ser reduzidas a unidades menores e, dessa forma, a análise dos componentes pode ser confirmada experimentalmente, verificando-se o quanto os componentes são independentes uns dos outros.” (pg. 142).
    Com base nesta teoria, foi desenvolvida uma das principais estratégias comportamentais utilizadas no treino de AVDs, que recebe o nome de Análise de Tarefas (Task Analysis). Esta estratégia consiste em dividir uma tarefa complexa (cadeia de respostas) em seus componentes e ensinar cada tríplice contingência separadamente, com as ajudas necessárias para cada resposta e o reforçamento contingente à conclusão de cada passo, atingindo, posteriormente, a realização da tarefa de forma completa e independente. Esta estratégia garante o sucesso da criança e o reforçamento a cada etapa cumprida, tornando o aprendizado mais motivador e menos custoso do que se tentarmos ensinar a atividade inteira de uma só vez.
    Por exemplo, num treino da tarefa de escovar os dentes devemos, primeiro, dar as ajudas necessárias para a criança abrir a pasta de dentes e, assim que ela fizer isso, já reforçamos esta resposta. Depois, ajudamos a criança a colocar a pasta na escova e, então, reforçamos esta resposta, e assim por diante. Para as crianças autistas, entretanto, as consequências naturais de cada resposta (como exemplificadas na tabela acima) não serão suficientes para fortalecer a resposta anterior e nem evocar a próxima resposta. Por isso, é necessário utilizar reforçamento arbitrário, por exemplo, sempre que a criança fizer algo adequado (como retirar uma peça de roupa, com ou sem ajuda) devemos elogiá-la muito (reforço social) e consequenciar seu comportamento com algo que ela goste ou se interesse (um carrinho, uma música, um vídeo, etc). Esta consequênciação positiva aumenta a chance de o comportamento correto se repetir no futuro. Após o reforçamento, o adulto deve retirar o reforçador e combinar com a criança que ela o ganhará de volta assim que cumprir a próxima etapa da tarefa (próxima resposta da cadeia). Com isso, a atividade torna-se prazerosa e a criança vai adquirindo autonomia.
    As contingências que compõe a cadeia de resposta podem ser ensinadas paralelamente (todas ao mesmo tempo), quando a criança já tem alguns pré-requisitos como imitação e seguimento de instruções. Se o ensino paralelo não for eficiente, o analista do comportamento deve orientar os pais e/ou cuidadores a fazer o ensino da cadeia de respostas de trás para frente. Por exemplo, considerando a cadeia de respostas: Abrir a torneira – Molhar as mãos – Ensaboar as mãos – Enxaguar as mãos, começaríamos dando ajudas leves e reforçando apenas a resposta de enxaguar as mãos. As respostas anteriores seriam feitas junto com a criança (ajuda física total). Quando a criança aprender a resposta de enxaguar as mãos, ou seja, quando ela fizer isso de forma completamente independente, começamos o treino da resposta de ensaboar as mãos. Então, neste momento, fazemos o abrir a torneira e o molhar as mãos junto com a criança (ajuda física total), damos ajudas mais leves para ensaboar as mãos e reforçamos esta resposta diferencialmente e, finalmente, a criança enxágua as mãos de forma independente (afinal ela já aprendeu esta resposta na etapa anterior). E assim, de trás para frente, vamos gerando independência na cadeia toda.
    Além das ajudas motoras, que devem ser dadas da mais intrusiva (ajuda física total) para a mais leve (ajuda gestual), também é muito útil a utilização de pistas visuais (Pierce e Schreibman, 1994), ou seja, fotos de cada resposta que compõe a cadeia para a criança ir acompanhando durante a execução. Utilizamos as pistas visuais quando a criança já faz toda a cadeia de respostas apenas com ajudas gestuais do adulto. O objetivo, neste momento, é transferir a dica do adulto para as fotos e, assim, o adulto pode começar a se retirar do ambiente durante a execução da atividade. Para isso, tiramos fotos de cada etapa da tarefa, por exemplo, no banho, fazemos uma foto da criança ligando o chuveiro, outra foto dela se molhando, outra foto dela pegando o shampoo, outra foto dela ensaboando a cabeça, etc. Então, ao invés de dar dicas motoras ou instruções verbais, o adulto só mostra cada foto, para a criança iniciar a resposta. Com o tempo, pode-se deixar a sequência de fotos plastificadas pregada na parede dentro do box para a criança seguir sozinha e, então, o adulto pode não ficar mais por perto.
    Outro formato de estimulação visual que pode ser utilizado é o video modeling (Benamou, Lutzker e Taubman, 2002). Este procedimento consiste em mostrar um vídeo de alguém (do interesse da criança) executando uma atividade de vida diária imediatamente antes de a criança executar esta atividade. Este procedimento só deve ser utilizado quando a criança já tiver aprendido cada uma das respostas que compõem a cadeia, o vídeo é usado apenas como um lembrete da cadeia a ser executada.
    Todo este treino deve ser registrado pelo aplicador (pais ou cuidadores), para que o analista do comportamento possa analisar o processo e dar novas orientações.
    Referências Bibliográficas: 
    Benamou, R. S., Lutzker, J. R. & Taubman, M. (2002). Teaching Daily Living Skills to Children with Autism Through Instructional Video Modeling. Journal of Positive Behavior Interventions, 4 (3), 166-177.
    Catania, A. C. (1999). Aprendizagem: Comportamento, Linguagem e Cognição. (D. G. de Souza, Coord. Trad.) Porto Alegre: Artes Médicas. (Trabalho original publicado em 1998).
    Pierce, K. L. & Schreibman,L. (1994). Teaching daily livings kills to children with autism in unsupervised settings through pictorial self-management. Journal of Applied Behavior Analysis, 27 (3), 471-481.

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    29 COMENTÁRIOS

    1. Treino AVDs e construção de estratégias para o desenvolvimento delas SOMENTE COM TERAPEUTA OCUPACIONAL!

    2. Profissional que não tem formação em Terapia Ocupacional e que executa AVDs é crime e responde por exercício ilegal de profissão. Treinamento de Atividades de vida Diária e Treinamento Instrumental de Vida Diária e meios de utilização para adaptação e treinamento funcional somente com Terapeuta Ocupacional.

      • Três coisas:

        – Um Conselho Profissional não tem poder de arbitrar sobre OUTRAS profissões que não aquelas que ele representa. Assim sendo, as resoluções do Cofito não tem qualquer efeito sobre a prática de profissionais de outras áreas, como a psicologia. Para que seja de fato o treino de AVDs considerada atividade privativa é necessário existir lei federal, aprovada na câmara e sancionada pelo executivo, tal como foi feito pelo Ato Médico. Resolução de conselho de classe não tem poder de lei. Afeta apenas a classe.

        – A lei (esta sim uma lei federal, aprovada pelo congresso e sancionada pelo executivo) que regulamenta a Psicologia é bastante clara: “Art. 4: são funções do Psicólogo utilizar métodos e técnicas psicológicas com o objetivo de solução de problemas de ajustamento”. Sendo as dificuldades com as atividades de vida diária um tipo de problema de ajustamento, é trabalho do Psicólogo resolve – las, conforme especificado pela LEI (e não por resolução de conselho de classe).

        – A Terapia Comportamento trabalha com COMPORTAMENTO, em qualquer uma de suas dimensões, em qualquer contexto e com qualquer pessoa. Assim sendo, qualquer atividade que envolva COMPORTAMENTO é demanda para o terapeuta comportamental.

        • Em momento algum, a lei cita as AVDs e/ou dá ao psicólogo direito de realizar treino de AVDs, mas refere que ele deve usar técnicas PSICOLÓGICAS (as atividades de vida diária são objeto de estudo e recurso terapêutico da Terapia Ocupacional, não da Psicologia) para solucionar problemas de ajustamento. A Terapia Ocupacional é uma profissão regulamentada no Brasil desde 1969 e que desde de sua formação, lá no início do século XX, nos EUA, se dedica a estudar as atividades humanas; acho importante respeitar a profissão e seus profissionais. Respeito e conhecimento são a base de tudo.

          • “Sendo as dificuldades com as atividades de vida diária um tipo de problema de ajustamento, é trabalho do Psicólogo resolve – las, conforme especificado pela LEI (e não por resolução de conselho de classe)”. Técnicas “psicológicas” (é preferível usar o termo “comportamental”) apresentadas nesse artigo deixam clara a atribuição do psicólogo quanto a resolução de problemas de ajustamento, que, em miúdos, refere-se a mudança de comportamentos. Portanto, embora a lei não tenha sido específica ao falar de AVDs como função do psicólogo, a premissa “problema de ajustamento” permite a utilização das técnicas “psicológicas” (comportamentais) aqui descritas para aumentar a autonomia nas atividades de vida diária, uma vez que podem ser consideradas problemas de ajustamento ou inabilidades. Nesse sentido, parece que não houve desrespeito ou falta de conhecimento na apresentação dessas técnicas pela terapeuta comportamental, mas um possível equívoco do COFFITO que, embora não solucione sobre a atuação de outras profissões, determina um caráter exclusivo/privativo na intervenção das AVDs.

    3. Essa senhora deveria ter se formado como terapeuta ocupacional já que utiliza de atividade de vida diária em seus atendimentos. E não como psicologa . quanto ao Crefito 3 vai um Uuuuuuu bem grande para eles !!

    4. Acho que vc deveria se informar melhor sobre sua profissão e sobre o terapeuta ocupacional;pois TREINO de AVD é atividade EXCLUSIVA deste profissional. É uma pena que isso ainda exista.CREFITO cadê vc?

      • Três coisas:

        – Um Conselho Profissional não tem poder de arbitrar sobre OUTRAS profissões que não aquelas que ele representa. Assim sendo, as resoluções do Cofito não tem qualquer efeito sobre a prática de profissionais de outras áreas, como a psicologia. Para que seja de fato o treino de AVDs considerada atividade privativa é necessário existir lei federal, aprovada na câmara e sancionada pelo executivo, tal como foi feito pelo Ato Médico. Resolução de conselho de classe não tem poder de lei. Afeta apenas a classe.

        – A lei (esta sim uma lei federal, aprovada pelo congresso e sancionada pelo executivo) que regulamenta a Psicologia é bastante clara: “Art. 4: são funções do Psicólogo utilizar métodos e técnicas psicológicas com o objetivo de solução de problemas de ajustamento”. Sendo as dificuldades com as atividades de vida diária um tipo de problema de ajustamento, é trabalho do Psicólogo resolve – las, conforme especificado pela LEI (e não por resolução de conselho de classe).

        – A Terapia Comportamento trabalha com COMPORTAMENTO, em qualquer uma de suas dimensões, em qualquer contexto e com qualquer pessoa. Assim sendo, qualquer atividade que envolva COMPORTAMENTO é demanda para o terapeuta comportamental.

    5. AVD e AIVD são parte exclusivas de atendimento, treinamento e orientações dos TERAPEUTAS OCUPACIONAIS, não devendo outros profissionais de categorias diferentes realizar tais procedimentos….revise sua atuação para ficar postando atuações que não competem a Psicologia…é crime!!!

      • Três coisas:

        – Um Conselho Profissional não tem poder de arbitrar sobre OUTRAS profissões que não aquelas que ele representa. Assim sendo, as resoluções do Cofito não tem qualquer efeito sobre a prática de profissionais de outras áreas, como a psicologia. Para que seja de fato o treino de AVDs considerada atividade privativa é necessário existir lei federal, aprovada na câmara e sancionada pelo executivo, tal como foi feito pelo Ato Médico. Resolução de conselho de classe não tem poder de lei. Afeta apenas a classe.

        – A lei (esta sim uma lei federal, aprovada pelo congresso e sancionada pelo executivo) que regulamenta a Psicologia é bastante clara: “Art. 4: são funções do Psicólogo utilizar métodos e técnicas psicológicas com o objetivo de solução de problemas de ajustamento”. Sendo as dificuldades com as atividades de vida diária um tipo de problema de ajustamento, é trabalho do Psicólogo resolve – las, conforme especificado pela LEI (e não por resolução de conselho de classe).

        – A Terapia Comportamento trabalha com COMPORTAMENTO, em qualquer uma de suas dimensões, em qualquer contexto e com qualquer pessoa. Assim sendo, qualquer atividade que envolva COMPORTAMENTO é demanda para o terapeuta comportamental.

    6. Gostei do texto,Skinner fala em Ciência e comportamento humano que fotos ajudam na terapia também,essas ferramentas extras são importantes,para evocar lembranças,e sugerir modelos comportamentais.

      • Exatamente, Jonathan! As pistas visuais são instrumentos muitos úteis na intervenção comportamental. Principalmente na intervenção com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), já que muitos estudos comprovaram que esta população aprende melhor e responde melhor com estímulos visuais. Obrigada pela contribuição na coluna! Espero que continue nos acompanhando! Em breve terá artigo novo!

    7. As Atividades de Vida Diária são atividades desenvolvidas e estudadas pelo profissional terapeuta ocupacional que tem absoluta competência para treiná-las, como determina a Resolução 316/2006 e demais providências.

      RESOLUÇÃO N.º 316, DE 19 DE JULHO DE 2006
      (DOU nº. 158, Seção 1, pág. 79, de 03/8/2006)

      Dispõe sobre a prática de Atividades de Vida Diária, de Atividades Instrumentais da Vida Diária e Tecnologia Assistiva pelo Terapeuta Ocupacional e dá outras providências.

      O Plenário do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, no uso das atribuições conferidas pelo inciso II do artigo 5º da Lei nº 6.316, de 17 de setembro de 1975, em sua 153ª Reunião Ordinária, realizada no dia 19 de julho de 2006, na Sede do COFFITO, situada na SRTVS – Quadra 701 – conj. L – Ed. Assis Chateaubriand, Bl. II, Sala 602/614 – Brasília – DF, deliberou:

      Considerando que a Terapia Ocupacional é uma profissão de nível superior devidamente reconhecida e regulamentada pelo Decreto-Lei nº 938/69, com autonomia científica a partir de metodologias, recursos próprios e evidências científicas;

      Considerando que as Resoluções COFFITO n.º 08/78, 10/78 e 81/87 e a Resolução CNE/CES n.º 6, de 19.02.2002, que define as diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em Terapia Ocupacional, atribuem competência ao Terapeuta Ocupacional para diagnóstico terapêutico ocupacional motor, sensorial, percepto-cognitivo, mental, emocional, comportamental, funcional, performance ocupacional, cultural, social e econômico do indivíduo através de utilização de métodos e técnicas terapêuticas ocupacionais;

      Considerando que a Terapia Ocupacional é uma profissão da área da saúde que objetiva promoção, prevenção, desenvolvimento, tratamento e recuperação do indivíduo que necessita de cuidados físicos, mentais, sensoperceptivos, cognitivos, emocionais e/ou sociais, visando ampliar seu desempenho em todo o contexto biopsicossocial na vida cotidiana;

      Considerando que é função do Terapeuta Ocupacional operar com as capacidades de desempenho das Atividades de Vida Diária (AVDs) e que estas abrangem a mobilidade funcional, os cuidados pessoais, a comunicação funcional, a administração de hardware e dispositivos ambientais e a expressão sexual;

      Considerando que é atribuição do Terapeuta Ocupacional operar com as capacidades de desempenho das atividades instrumentais de vida diária (AIVDs) e que estas incluem a administração doméstica e capacidades para a vida em comunidade;

      Considerando que se denomina Tecnologia Assistiva quaisquer produtos, itens, peças de equipamentos ou sistemas, adquiridos comercialmente ou desenvolvidos artesanalmente, produzidos em série, modificados ou feitos sob medida, assim utilizados para aumentar, manter ou melhorar habilidades de pessoas com limitações funcionais, sejam físicas, mentais, comportamentais ou sensoriais;

      Considerando que a Tecnologia é Assistiva quando é usada para auxiliar no desempenho funcional de atividades, reduzindo incapacidades para a realização de AVDs e das AIVDs, nos diversos domínios do cotidiano;

      Considerando que compete ao Terapeuta Ocupacional identificar os problemas que interferem na independência do indivíduo, determinar objetivos de tratamento e proporcionar treinamento para aumentar a sua autonomia;

      RESOLVE:

      Artigo 1° – É de exclusiva competência do Terapeuta Ocupacional, no âmbito de sua atuação, avaliar as habilidades funcionais do indivíduo, elaborar a programação terapêutico-ocupacional e executar o treinamento das funções para o desenvolvimento das capacidades de desempenho das Atividades de Vida Diária (AVDs) e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) para as áreas comprometidas no desempenho ocupacional, motor, sensorial, percepto-cognitivo, mental, emocional, comportamental, funcional, cultural, social e econômico de pacientes.

      Artigo 2°- Compete ao Terapeuta Ocupacional o uso da Tecnologia Assistiva nas Atividades de Vida Diária (AVDs) e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) com os objetivos de:

      I – promover adaptações de jogos, brincadeiras e brinquedos;

      II – criar equipamentos, adaptações de acesso ao computador e software;

      III – utilizar sistemas de comunicação alternativa, de órteses, de próteses e de adaptações;

      IV – promover adequações posturais para o desempenho ocupacional por meio de adaptações instrumentais;

      V – realizar adaptações para déficits sensoriais (visuais, auditivos, táteis, dentre outros) e cognitivos em equipamentos e dispositivos para mobilidade funcional;

      VI – adequar unidades computadorizadas de controle ambiental;

      VII – promover adaptações estruturais em ambientes domésticos, laborais, em espaços públicos e de lazer;

      VIII – promover ajuste, acomodação e adequação do indivíduo a uma nova condição e melhoria na qualidade de vida ocupacional.

      Artigo 3° – É competência do Terapeuta Ocupacional no âmbito das Atividades de Vida Diária (AVDs) e Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs), de acordo com o diagnóstico e o prognóstico terapêutico ocupacional, prescrever a alta da terapêutica ocupacional.

      Artigo 4º -Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, sendo revogadas as disposições em contrário.

      FRANCISCA RÊGO OLIVEIRA DE ARAÚJO

      Diretora-Secretária

      JOSÉ EUCLIDES POUBEL E SILVA

      Presidente do Conselho

      ___________________________________________________________________________________

      RESOLUÇÃO COFFITO Nº 383, de 22 de dezembro de 2010

      (DOU nº. 225, Seção 1, em 25/11/2010, página 80)

      Define as competências do Terapeuta Ocupacional nos Contextos Sociais e dá outras providencias.

      O Plenário do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO, no exercício das atribuições que lhe confere o Inciso ll do Art. 5° da Lei 6316 de 17 de dezembro de 1975, em sua 209º Reunião Plenária Ordinária, realizada no dia 22 de Dezembro de 2010, na sede do COFFITO situada na SRTS Quadra 701, Conjunto L, Edifício Assis Chateaubriand – Bloco ll – salas 602/614, em Brasília – DF:

      CONSIDERANDO o disposto no decreto Lei nº 938/69 que cria e regulamenta a profissão de Terapeuta Ocupacional.

      CONSIDERANDO que a promoção da participação social de pessoas, famílias, grupos e populações tem sido historicamente um dos objetivos fundamentais da Terapia Ocupacional;

      CONSIDERANDO que a Terapia Ocupacional Social ou no Campo Social é área de especialidade denominada Terapia Ocupacional nos Contextos Sociais, na forma da RESOLUÇÃO COFFITO nº. 366, de 20 de maio de 2009, publicada no DOU nº. 112, Seção 1, em 16 de junho 2009, página 42;

      CONSIDERANDO o disposto na Resolução COFFITO 368 de 20 de maio de 2009;

      CONSIDERANDO o disposto na Resolução COFFITO 382 de 03 de novembro de 2010;

      CONSIDERANDO os PROCEDIMENTOS DE TERAPIA OCUPACIONAL, publicado no Diário Oficial da União nº 141, Ano CXLIV, Seção 3, páginas 91 e 92, em 24 de julho de 2007,

      CONSIDERANDO o disposto na Resolução CNE/CES n.º 6, de 19 de fevereiro de 2002;

      CONSIDERANDO a Portaria DEPEN/DISPF nº 287, de 14 de maio de 2010;

      CONSIDERANDO que o terapeuta ocupacional atua com base nos princípios éticos profissionais, tendo ainda como balizador a Declaração Universal dos Direitos Humanos e em consonância com a Política Nacional de Direitos Humanos vigente;

      CONSIDERANDO que o terapeuta ocupacional no campo social atua a partir da compreensão de hábitos, de costumes, de tradições, da diversidade, de modos de realização da vida cotidiana, de atividades da vida diária e da vida prática, de trabalho, de lazer, de saberes e conhecimentos, de história da vida ocupacional, comunicacional e expressiva de pessoas e coletivos;

      CONSIDERANDO que o terapeuta ocupacional no campo social atua como articulador do desempenho ocupacional por meio do manejo das atividades humanas que sejam significativas e dialógicas como tecnologia de mediação sócio-ocupacional, a fim de estimular a participação social da pessoa, família, grupos e comunidade em atividades culturais, expressivas, econômicas, corporais, lúdicas e de convivência, dentre outras.

      CONSIDERANDO o compromisso ético e político do terapeuta ocupacional diante da heterogeneidade das populações em termos de gênero, orientação sexual, raça/etnia, nacionalidade, modos de viver, religiosidade, ciclo e trajetórias de vida e história coletiva.

      CONSIDERANDO o conhecimento científico e prático acumulado do terapeuta ocupacional nos processos socioterapêuticos, programas e projetos de inclusão social, de enfrentamento de estigmas, preconceitos e outros processos de exclusão social e na composição do trabalho em equipe;

      CONSIDERANDO que o terapeuta ocupacional trabalha com metodologia própria de identificação de necessidades e de demandas, do estudo e avaliação do desempenho ocupacional (autocuidado/atividade de vida diária e de vida prática, trabalho e lazer), das práticas ocupacionais, cotidianas, econômicas, de expressão cultural e identitárias;

      CONSIDERANDO a relevância do terapeuta ocupacional para o trabalho em equipes multiprofissionais e interdisciplinares e na gestão de serviços e órgãos.

      RESOLVE:

      Art. 1º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, é profissional competente para atuar em todos os níveis de complexidade da política de assistência social, do desenvolvimento socioambiental, socioeconômico e cultural.

      Art. 2º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação é profissional competente para estabelecer a diagnose, avaliação e acompanhamento do histórico ocupacional de pessoas, famílias, grupos e comunidades, por meio da interpretação do desempenho ocupacional dos papéis sociais contextualizados.

      Art. 3º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação planeja, coordena, desenvolve, acompanha e avalia estratégias nas quais as atividades humanas são definidas como tecnologia complexa de mediação sócio-ocupacional para a emancipação social, desenvolvimento socioambiental, econômico e cultural de pessoas, famílias, grupos e comunidades.

      Art. 4º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação desenvolve atividades por meio de tecnologias de comunicação, informação, de tecnologia assistiva e de acessibilidade além de favorecer o acesso à inclusão digital como ferramentas de empoderamento para pessoas, famílias, grupos e comunidades.

      Art. 5º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, realiza acompanhamento do indivíduo e sua família para conhecimento de sua história ocupacional e participativa na comunidade em que habita a fim de desenvolver estratégias de pertencimento sociocultural e econômico, adaptações ambientais e urbanísticas, mobilidade, acessibilidade e outras tecnologias de suporte para inclusão sociocomunitária.

      Art. 6º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, planeja e executa atividades orientadas para a participação e facilitação no desempenho ocupacional e expressivo de pessoas com deficiência, com processos de ruptura de rede, de risco, desvantagem e vulnerabilidade social nos diversos ciclos de vida.

      Art. 7º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, favorece atividades em grupos comunitários voltados ao desenvolvimento de potenciais econômicos das comunidades e das alternativas de geração de renda.

      Art. 8° O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, atua em situações de calamidades e catástrofes, conflitos e guerras, na organização e reorganização da vida cotidiana, econômica, sociocultural, nas atividades de vida diária e de vida prática, na formação de redes sociais de suporte, das pessoas, famílias, grupos e comunidades.

      Art. 9° O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, é profissional capacitado a trabalhar com a população em situação de rua tendo como tecnologia de mediação sócio-ocupacional as atividades culturais, expressivas, corporais, lúdicas e de convivência, a fim de realizar o estudo do cotidiano e auxiliar na organização da vida cotidiana, da vida prática e ocupacional para elaborar projetos de vida singulares, favorecer o pertencimento social e o acesso às trocas econômicas e ao mercado de trabalho.

      Art. 10º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, trabalha campo social compessoas, famílias ou grupos em situação de migração, deslocamento, asilo ou refúgio por meio de atividades como tecnologia de mediação sócio-ocupacional a fim de fortalecer e/ou de desenvolver redes de suporte e de trocas afetivas, econômicas e de informações, desenvolvendo estratégias de pertencimento sociocultural e econômico, adaptações ambientais, organização da vida cotidiana, aconstrução de projetos de vida, acessibilidade e outras tecnologias de suporte para inclusão sociocomunitária e de favorecimento do diálogo intercultural.

      Art. 11º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, no campo social é profissional habilitado para intervir com o apenado no sistema prisional, em suas diferentes modalidades, para a organização das atividades cotidianas institucionais; para criação, manutenção e fortalecimento das redes pessoais, familiares e sociais, em projetos de qualificação profissional, geração de renda e inserção no mercado de trabalho, constituição de projetos de futuro, além de ser habilitado para emissão de parecer, atestado ou laudos periciais com relação às habilidades laborais.

      Art. 12º O terapeuta ocupacional, no âmbito de sua atuação, no campo social comdesenvolve, por meio de atividades como tecnologia de mediação sócio-ocupacional e como instrumento para a realização de acompanhamento de medidas de protetivas e sócioeducativas, projetos individuais e coletivos para o cumprimento de medidas sociais e decisões judiciais.

      Art. 13º Os casos omissos serão deliberados pelo Plenário do COFFITO.

      Art. 14° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

      ELINETH DA CONCEIÇÃO DA SILVA BRAGA

      Diretora- Secretária

      ROBERTO MATTAR CEPEDA

      Presidente do COFFITO

      • Que bom que o Coffito se manifestou em favor á Terapia Ocupacional. Parabéns !!! Agora falta os fiscais do Crefito realizarem uma visitinha a esta profissional que invade as áreas privativas do Terapeuta Ocupacional…. Contamos com o Coffito/Crefito em defesa da nossa profissão

      • Três coisas:

        – Um Conselho Profissional não tem poder de arbitrar sobre OUTRAS profissões que não aquelas que ele representa. Assim sendo, as resoluções do Cofito não tem qualquer efeito sobre a prática de profissionais de outras áreas, como a psicologia. Para que seja de fato o treino de AVDs considerada atividade privativa é necessário existir lei federal, aprovada na câmara e sancionada pelo executivo, tal como foi feito pelo Ato Médico.

        – A lei (esta sim uma lei federal, aprovada pelo congresso e sancionada pelo executivo) que regulamenta a Psicologia é bastante clara: “Art. 4: são funções do Psicólogo utilizar métodos e técnicas psicológicas com o objetivo de solução de problemas de ajustamento”. Sendo as dificuldades com as atividades de vida diária um tipo de problema de ajustamento, é trabalho do Psicólogo resolve – las, conforme especificado pela LEI (e não por resolução de conselho de classe).

        – A Terapia Comportamento trabalha com COMPORTAMENTO, em qualquer uma de suas dimensões, em qualquer contexto e com qualquer pessoa. Assim sendo, qualquer atividade que envolva COMPORTAMENTO é demanda para o terapeuta comportamental.

    8. Aconselho a amiga Juliana Fialho, largar psicologia e fazer graduação em Terapia Ocupacional. Já que quer se aperfeiçoar em AVDS e coordenação motora fina. Lamento não ter habilidades técnicas e nem preparo científico para tal atividade. Lamentável não estar fazendo nem psicologia com seus clientes.

      • Três coisas:

        – Um Conselho Profissional não tem poder de arbitrar sobre OUTRAS profissões que não aquelas que ele representa. Assim sendo, as resoluções do Cofito não tem qualquer efeito sobre a prática de profissionais de outras áreas, como a psicologia. Para que seja de fato o treino de AVDs considerada atividade privativa é necessário existir lei federal, aprovada na câmara e sancionada pelo executivo, tal como foi feito pelo Ato Médico.

        – A lei (esta sim uma lei federal, aprovada pelo congresso e sancionada pelo executivo) que regulamenta a Psicologia é bastante clara: “Art. 4: são funções do Psicólogo utilizar métodos e técnicas psicológicas com o objetivo de solução de problemas de ajustamento”. Sendo as dificuldades com as atividades de vida diária um tipo de problema de ajustamento, é trabalho do Psicólogo resolve – las, conforme especificado pela LEI (e não por resolução de conselho de classe).

        – A Terapia Comportamento trabalha com COMPORTAMENTO, em qualquer uma de suas dimensões, em qualquer contexto e com qualquer pessoa. Assim sendo, qualquer atividade que envolva COMPORTAMENTO é demanda para o terapeuta comportamental.

      • Coordenação motora fina é competência somente da TO, talvez tenho entendido errado, porque ela se desenvolve na pedagogia e na educação física!!!

    9. Porque nao responde as considerações feitas pelos terapeutas ocupacionais? Será que a desinformação traz consigo a prepotência de julgar-se infalível? Mais respeito aos colegas de profissão que estudam tanto quanto você para melhor promover qualidade de vida ao próximo.

      • Três coisas:

        – Um Conselho Profissional não tem poder de arbitrar sobre OUTRAS profissões que não aquelas que ele representa. Assim sendo, as resoluções do Cofito não tem qualquer efeito sobre a prática de profissionais de outras áreas, como a psicologia. Para que seja de fato o treino de AVDs considerada atividade privativa é necessário existir lei federal, aprovada na câmara e sancionada pelo executivo, tal como foi feito pelo Ato Médico, determinando que seja. A resolução do Cofito não tem valor de lei.

        – A lei (esta sim uma lei federal, aprovada pelo congresso e sancionada pelo executivo) que regulamenta a Psicologia é bastante clara: “Art. 4: são funções do Psicólogo utilizar métodos e técnicas psicológicas com o objetivo de solução de problemas de ajustamento”. Sendo as dificuldades com as atividades de vida diária um tipo de problema de ajustamento, é trabalho do Psicólogo resolve – las, conforme especificado pela LEI (e não por resolução de conselho de classe).

        – A Terapia Comportamento trabalha com COMPORTAMENTO, em qualquer uma de suas dimensões, em qualquer contexto e com qualquer pessoa. Assim sendo, qualquer atividade que envolva COMPORTAMENTO é demanda para o terapeuta comportamental.

    10. AVDs é um recurso terapêutico ocupacional, inclusive a terminologia AVDs foi criada pelos terapeutas ocupacionais, que as estudam desde sempre. Vamos ser ÉTICOS e respeitar as profissões.

    11. Não entendi o motivo de tamanha revolta por parte dos outros profissionais. Em nenhum momento a autora cita ser a aplicadora das técnicas. Alem disso, acompanho blog e ela nunca teve intenção de se promover ou vender seus serviços, apenas informar… isso por si só me surpreende quando vejo tamanha revolta por parte dos que se colocam como colegas de trabalho. Estou até preocupado frente a tanta intolerância. Como pai de uma criança especial, eu não posso aplicar nenhum tipo de prática que esteja relacionada à rotina do meu filho? Precisarei cursar graduação na área de terapia ocupacional para isso? Essa é a temática em nosso país… enquanto alguns tentam construir e ajudar, como a autora, outros, dentro de sua infinita incapacidade, só tem a atacar e desmerecer o trabalho alheio. Espero que a autora não esmoreça frente a esses comentários lastimáveis e continue ajudando tantos pais como eu.

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