domingo, 29 de janeiro de 2012

Curso de Extensão - Introdução à Psicologia Jurídica (São Bernardo do Campo/SP)

Nos dias 04 e 05 de fevereiro, a cidade de São Bernardo do Campo terá um curso de extensão em Psicologia Jurídica coordenado pela psicóloga Lívia Sacramento. É uma ótima oportunidade para conhecer a área. Não perca!


Ementa do curso:

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Paulo Freire para Analistas do Comportamento

Não é difícil encontrarmos em fóruns de redes sociais, Analistas do Comportamento se queixando sobre a dificuldade de inserção da abordagem alguns contextos. Do outro lado, também é bastante comum lermos críticas de profissionais sobre a linguagem hermética dela, além de questões mal resolvidas acerca de terminologias polêmicas (controle, punição, modelagem...). 

A Doutora Maria Esther Rodrigues (2006), discorre em seu trabalho sobre a necessidade da interlocução entre analistas do comportamento com outras comunidades verbais, a fim de que se façam entender e possam contribuir com mudanças sociais, seja em educação, ou em qualquer outra área.

Um exemplo desta interlocução pode ser observado em Fazzi e Cirino (2003). Os autores buscaram aproximações entre o conceito de autonomia para Paulo Freire e B. F. Skinner encontrando três possíveis semelhanças entre ambas as concepções:


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Uma palavrinha sobre regras

Antes de começar este texto, devo fazer uma ressalva. Diversos teóricos tem questionado o uso do termo Regra, dentre os quais destaco Schlinger e Blakely (1987, 1993) e Hayes (1987). Catania e Shimoff (1998) deixaram de utilizá-lo, adotando em seu lugar, a expressão comportamento governado verbalmente. A publicação não abordará estes pontos. O termo Regra será tratado tal como definido por Skinner, no ano de 1969, e amplamente utilizado ainda hoje. Boa leitura. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Relação Terapêutica na Análise do Comportamento: uma introdução ao assunto

Skinner já dizia que uma das principais tarefas do
terapeuta é representar uma audiência não
punitiva para seu cliente.
A relação terapêutica tem recebido crescente atenção dos profissionais de diversas abordagens nos últimos anos (Assunção e Vandenberghe, 2010). Não podia ser diferente entre os Analistas do Comportamento. Guilhardi (citado por Prado e Meyer, 2004) afirma que ela se constitui como uma importante fonte de dados sobre o comportamento do cliente, junto a seu próprio comportamento verbal. Shinohara (2000) defende que ela é fator determinante no processo de mudança clínica, que deve acontecer em meio a um vinculo de confiança e acordo harmonioso entre as partes. Entretanto, nem sempre foi assim.

As primeiras abordagens de orientação Behaviorista ignoravam quase completamente o conhecimento a respeito da Relação Terapêutica e mesmo sua importância. As chamadas Terapia Comportamental e Modificação do Comportamento tinham uma prática exclusivamente voltada a aplicação de técnicas empiricamente validadas (Alves e Isidro-Marinho, 2010), e como o que se sabia sobre relação terapêutica carecia de dados comprobatórios, não havia porque ser levado em consideração (Braga e Vandenberghe, 2006).

domingo, 22 de janeiro de 2012

Pensando a corrupção como prática cultural

Olá leitores do comporte-se! O post de hoje é sobre um tema que muito me interessa, ainda mais se for para relacioná-lo à Análise do Comportamento: a corrupção! Cito, de início, meus alunos que fizeram um ótimo seminário acerca do tema, Costa e cols. (em citação oral, 17 de dezembro de 2011), e me deram inspiração para escrevê-lo para vocês hoje.


Primeiramente, é preciso definir o que é exatamente essa palavra tão debatida no Brasil e infelizmente tão presente quando o assunto é política.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Estudantes que praticam atividade física tem desempenho melhor na escola

Esta é a conclusão de uma revisão de estudos sobre o assunto realizada por uma equipe de pesquisadores da Vrije Universiteit University Medical Center, da Holanda.  Os autores incluíram trabalhos desenvolvidos com estudantes com idades entre 6 e 18 anos, a partir dos quais concluíram que existem fortes evidências de que existe relação entre praticar atividades físicas e obter um desempenho acadêmico melhor.

Os pesquisadores acreditam que a relação é explicada pelo fato de que o exercício aumenta a oxigenação no cérebro, elevando níveis de norepinefrina e endorfinas, o que tem como efeito a redução do estresse e melhora do humor. Além disso, complementam, a prática de atividades físicas contribui com o desenvolvimento de células nervosas e dá suporte à plasticidade das sinapses, que são as conexões entre elas.

Com informações: Psicologado

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um pouco sobre a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)

Se você freqüentou algum evento sobre Análise do Comportamento no último ano, provavelmente ouviu falar da Terapia de Aceitação e Compromisso (no inglês, Acceptance and Commitment Therapy, ou ACT, sigla bem sonora por sinal, lida como uma palavra e não como letras em separado). A ACT é uma das linhas de terapia da chamada terceira onda da Terapia Comportamental, que une as técnicas da modificação de comportamento utilizadas desde os primórdios da terapia baseada nas descobertas em laboratório a descobertas mais recentes sobre o papel da cognição e da emoção no processo clínico e na vida cotidiana (Hayes, Luoma, Bond, Masuda & Lillis, 2006).

Para muitos que conhecem apenas a base do Behaviorismo Radical e da Análise do Comportamento, a ACT não se parece com nada disso. Como pode uma terapia que une um foco em emoções, pensamentos, ou seja, eventos privados – supostamente relegados pelos behavioristas a um segundo plano, como muitos ainda acham – a preceitos budistas e belas metáforas sobre o sentido de nossas experiências humanas ser uma terapia comportamental, daquelas que renega a existência da mente como instância controladora das nossas ações e se baseia em leis aplicáveis tanto a ratinhos simpáticos quanto a humanos, com toda a sua complexidade incomparável?

Steven C. Hayes, principal nome da ACT

A ACT tem a sua base empírica assentada na chamada Teoria dos Quadros Relacionais (Relational Frame Theory, ou RFT), originada das pesquisas experimentais de Steven Hayes e sua equipe na área de linguagem e cognição (Hayes & Pistorello, 2011). Basicamente, a RFT analisa as relações entre estímulos, ampliando os estudos de equivalência em que Sidman se aprofundou durante suas pesquisas1 (Sério, Andery & Micheletto, 2008). As relações arbitrárias que emergem entre os estímulos no decorrer das nossas experiências ampliam nossa forma de se comportar frente a contingências que a princípio não tinham relação direta. Isso é muito importante para que possamos reagir efetivamente ao mundo, mas pode criar problemas ao ampliar também a potencialidade de contingências aversivas.